quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Orgulho, Vaidade e Amor-Próprio




Porque devemos eliminar o amor-próprio de nossa psicologia interior sendo que amor-próprio significa amar a si mesmo, e existe um postulado que diz "... amar o próximo como a si mesmo"? Trataremos de esclarecer esta questão a seguir:

O degrau mais alto além da cultura intelectual, episteme, é a humildade. 

Há muitos "sabichões" cheios de si mesmos, que tem apego a si mesmos por possuírem vasto conhecimento intelectual. Quando o elogiam, "como você é culto", gozam de prazer e expressam um sorriso muitas vezes involuntário. Quando o criticam, ou o ofendem, entristecem-se e blasfemam.

Quem possui o orgulho dentro de si, vive submetido a lei do pêndulo, oscilando de um lado a outro, hora está gozando de prazer hora está triste. O profissional que não é reconhecido por seu esforço, entra em depressão. A mulher que recebe um elogio depois de se arrumar para uma festa, goza de prazer.

Nós, a maior parte da humanidade, não possuímos sabedoria integral nem um centro permanente de consciência por causa do amor-prório ou o amor inconsciente ao ego e a personalidade.

Quem cumpre com o decálogo bíblico conquista a humildade, porém para compreender o resumo do decálogo é necessário compreender a letra aleph do alfabeto hebraico, pois se levarmos ao pé da letra a frase "... amar o próximo como a si mesmo." nós vamos amar a si mesmo ou ter amor-próprio.

Emmanuel Kant, filósofo de Königsberg, em seu livro Crítica da Razão Pura, introduz o conceito de que "o exterior é tão só o reflexo do interior", reafirmando o que os antigos kabalistas hebreus ensinavam sobre a primeira letra do alfabeto hebraico, aleph, que é um ícone de um homem com um braço apontando para cima e o outro para baixo, indicando que o que está em cima é como o que está em baixo, o macro-cosmos (universo exterior) é o reflexo do micro-cosmos (universo interior do homem).

"Amar Deus sob todas as coisas e o próximo como a si mesmo." Isso ensinou o sábio mais exaltado que pisou neste planeta. Neste resumo do decálogo bíblico, podemos ver em letra viva a expressão do exterior e do interior, esta frase nos remete a amar os princípios criadores que estão fora de nós, no macro-cosmos (Luz, Calor e Som ou Pai, Filho e Espírito Santo ou Brahma, Vishnu e Shiva ou Osiris, Isis e Horus ... conforme a cultura), amar os desdobramentos destes princípios que estão no próximo ou demais seres viventes e amar as si mesmo significa amar o Ser, o desdobramento da trindade dentro de nós mesmos, no micro-cosmos homem.

É necessário compreender que existe o amor consciente e o amor inconsciente. Amor é lei, porém amor consciente.

Devemos amar a si mesmo, como ensina o Rabi da Galiléia, porém este amor deve ser um amor consciente, ou seja, devemos amar o Ser e não o Ego. O amor-próprio é um defeito psicológico que levamos dentro, é um amor inconsciente ao Ego e a personalidade. Esta paixão que temos por nós mesmos, este amor-próprio, é a raiz do orgulho e da vaidade. É necessário utilizar o bisturi da auto-crítica para discernir o amor-próprio.

Por exemplo: o orgulho é o capricho de possuir um carro antigo de colecionador para guardar em casa (tenho orgulho do meu carro), a vaidade é se mostrar andando por aí com um carro flamejante último modelo (sou vaidoso com meu carro). 

Amor-próprio, Orgulho e Vaidade devem ser eliminados, assim como todos os outros defeitos que interiormente carregamos. Eliminando o Orgulho, a Vaidade e o Amor-próprio, desabrocha em nós a virtude da Humildade. Isso se faz mediante aos métodos científicos:

  • Recordação de si (Sentir: quem sou? Onde estou? O que estou fazendo?), 
  • Auto-observação (Dividir-nos em 2: Observador e Observado), 
  • Meditação (Blue Time),
  • E a super dinâmica sexual (transmutação alquímica).

Bibliografia: A Revolução da Dialética e Pistis Sophia Desvelada - Samael Aun Weor.


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